..:: TCP/IP
TCP/IP
(Transmission Control Protocol/Internet Protocol, ou Protocolo de Controle de
Transmissão / Protocolo da Internet) se refere ao conjunto de protocolos
utilizados na Internet. Ele inclui uma série de padrões que especificam como
os computadores vão se comunicar e cria convenções para interconectar redes e
para o routeamento através dessas conexões.
Os
protocolos da Internet (IP) são o resultado de um projeto da DARPA (Defense
Advanced Research Projects Agency, ou Agência de Projetos de Pesquisa Avançada
de Defesa) sobre conectividade entre redes no final dos anos 70. Ele foi
utilizado em todas as redes de longa distância do sistema de Defesa dos EUA em
1983, mas não foi amplamente aceito até ser incorporado ao BSD (Berkeley
Software Distribution) Unix 4.2. A populariedade do TCP/IP é baseada em:
·
Estrutura cliente-servidor robusta. O TCP/IP é uma excelente plataforma
cliente-servidor, especialmente em ambientes WAN (wide-area network, ou redes de
grande alcance).
·
Compartilhamento de informações. Milhares de organizações miltiares,
educacionais, científicas e comerciais compartilham dados, correio eletrônico
(e-mail), e outros serviços na Internet usando o TCP/IP.
·
Ampla disponibilidade. Implementações do TCP/IP estão disponívies em
praticamente todos os sistemas operacionais populares. Seu código fonte é
amplamente disponível em várias implementações. Fabricantes de bridges,
routers e analizadores de redes oferecem suporte para o TCP/IP em seus produtos.
Conceitos
Basicos
Existem
alguns conceitos básicos que são imprencindíveis ao entendimento do TCP/IP e
de redes que o utilizam.
Número
de IP
Existem
algumas analogias entre computadores e telefones e o número de IP é uma delas.
Você pode imaginar o número IP como um número de telefone com todos os códigos
de discagem internacional. Isto significa que qualquer máquina pode contactar
outra máquina usando o número de IP, bastando apenas que exista um caminho
entre as 2 máquinas. Além disso toda máquina na rede tem de ter um nº de IP.
Isto
também significa que 2 máquinas na mesma rede NÃO podem ter o mesmo número
de IP. Essa restrição só ocorre para máquinas na mesma rede, pois máquinas
numa rede não conectada usualmente tem número de IP iguais, por algumas razões
técnicas. No caso da analogia com os telefones, imagine 2 pessoas morando em países
diferentes que possuam o mesmo número de telefone (apenas os números locais).
Nesse caso não há conflito (exceto talvez na sua mente! :-) ).
O
número de IP tem 4 bytes de tamanho e tem um formato específico, xxx.xxx.xxx.xxx
(exemplo : 200.241.216.20). Isso significa que cada grupamento xxx só pode ir
de 0 à 255 (pois essa é a capacidade de 1 byte).
Mascara
de Sub-Rede
Existem
3 classes de endereços IP : classes A, B, C. A diferença entre as classes é a
forma de como o nº de IP é interpretado. O nº de IP é divido em duas partes
: o endereço da rede e o enderço da sub-rede. Considere o nº IP da seguinte
forma : w.x.y.z (ex: 200.241.216.20)
ClasseNº
de IPIndicador da redeIndicador da Sub-redeNº de redes disponíveisNº de
sub-redes disponíveis A1.126wx.y.z12616,777,214
B128.191w.xy.z16,38465,534 C192.223w.x.yz2,097,151254 Obs: O endereço 192.168
é reservado para uso em redes internas, o endereço 127 é utilizado para
testes de loopback e os acima de 224 (inclusive) são reservados para protocolos
especiais.
Uma
sub-rede é uma rede ligada diretamente a Internet através de uma rede
pertencente a Internet. A rede pertencente recebe um nº de IP, e distribui nº
de IP dentro de sua sub-rede. As classes apenas definem quantas sub-redes um nº
de IP tem. De acordo com a tabela, existem 126 nº de IP da classe A e cada um
deles pode ter 16.777.214 sub-redes. Você logo pode imaginar que não existem
endereços classe A para todo mundo, e tem razão, atualmente não existem
endereços classe A e B disponíveis na Internet, e os de classe C estão
acabando, o IETF (Internet Engenniering Task Force, ou Força Tarefa de
Engenharia da Internet ) está estudando a expansão desses números.
As
máscaras de sub-rede identificam a classe do nº de IP. A primeira vista isso
parece desnecessário, pois basta olhar o primeiro número do nº do IP para
determinar sua classe. Mas acontece que um nº de IP classe A pode funcionar
como um classe B ou classe C, dependendo da estrutura interna de sua sub-rede.
Um exemplo : Imagine uma empresa com 200 filiais no Brasil conectadas por uma
rede própria. A matriz tem um nº de IP classe A, digamos 100 e distribui suas
sub-redes da seguinte forma :
100.1.0.0Matriz
100.2.0.0Filial 1 100.3.0.0Filial 2 ....... 100.201.0.0Filial 200 Para as
filiais, o nº de IP (ex: 100.201.0.0) é de classe B, pois só tem 16.384
sub-redes disponíveis, embora comece com 100. Dentro das filiais ainda é possível
se distribuir sub-redes, as quais teriam nº de IP classe C.
Para
que o roteamento funcione corretamente, os computadores precisam saber qual a
classe do nº de IP, e elas são as seguintes:
ClasseMáscara de Sub-rede A255.0.0.0 B255.255.0.0 C255.255.255.0
Gateway
Padrão (Default Gateway)
O
gateway padrão é a máquina para quem pedimos ajuda quando não conseguimos
achar uma outra máquina na rede. Funciona assim: Quando uma máquina na rede
precisa se comunicar com uma outra, ela emite um pedido de conexão (esse pedido
é feito através de broadcasting, ou seja, a máquina envia um pedido a toda a
rede, e apenas a máquina destino responde) e aguarda uma resposta. Se a
resposta não vier, ela entra em contato com o gateway padrão e solicita que o
mesmo conecte com a máquina destino. Se o gateway conseguir se conectar à máquina
destino, ele fica como "intermediador" dessa conexão, caso contrário
ele avisa a máquina solicitante que não foi possível encontrar a máquina
destino.
Essa
estrutura de procura visa diminuir o tráfego desnecessário na rede. Imagine só
se toda a solicitação de conexão realizada na Internet (e em todas as redes
conectadas à Intenet) fosse enviada para todos os computadores ligados à ela!
Seria um tráfego muito grande. Ao invés disso, o broadcasting é feito em níveis,
primeiro na LAN (local area network, ou rede local), depois na WAN de sua cidade
ou estado, depois na WAN nacional até chegar na WAN internacional. Reduz-se
desse modo todo o tráfego interno às WANs e LANs, aliviando as linhas de conexão.
DNS
Essas
3 letras não significam muita coisa para a maior parte das pessoas, mas elas
significam Domain Name System (ou Sistema de Nomes de Domínio). Essas 3
palavras também não significam muita coisa para a maior parte das pessoas também,
por isso vamos à analogia com o telefone. Quando deseja telefonar para a loja
da esquina, você consulta o catálogo, descobre o telefone de lá e liga. Você
não consegue telefonar para lugar algum se não souber o número do telefone.
Na rede TCP/IP acontece a mesma coisa. Os usuários não decoram o número IP
das máquinas, e sim seus nomes. Mas para se alcançar uma máquina na rede,
precisamos do seu número de IP. Para resolver isso, foi criado o DNS, um serviço
diponível na rede que, dado um nome de máquina, ele retorna o número de IP da
mesma.
Existe
uma particularidade aqui. No caso da rede local estar conectada a alguma outra,
é recomendável que o servidor DNS (o programa que oferece o serviço DNS) seja
executado na máquina de ligação entre as 2 redes (o gateway), para que no
caso do nome requisitado não existir na rede local, o DNS possa pedir ao
servidor DNS da outra rede para pesquisar tal nome.
O
Windows NT oferece um serviço semelhante, o WINS (Windows Internet Name System,
ou Sistema de nomes da Internet do Windows). A principal diferença entre os
dois é que o DNS usa uma tabela estática, e o WINS usa uma tabela dinâmica.
No caso do servidor DNS rodar numa máquina Windows NT é recomendável que ele
seja substituído pelo WINS.
DHCP
Mais
um caso de 4 letras que não significam nada para a maioria das pessoas. Mas
infelizmente não existe uma boa analogia para o DHCP, portanto vamos direto ao
assunto: DHCP significa Dynamic Host Configuration Protocol ou seja : Protocolo
de Configuração de Host Dinâmico. Numa rede TCP/IP, todo computador tem de
ter um número de IP distinto. Isto significa que antes de colocar uma nova máquina
na rede, o administrador teria de checar quais números estão sendo utilizados
para poder escolher um nº adequado para a nova máquina. Em pequenas redes isso
é possível de ser feito, mas em grandes redes isso se torna uma tarefa muito
tediosa e sujeita a falhas. Para evitar isso, foi criado o DHCP. Quando uma máquina
entra na rede, ela procura o servidor DHCP (cujo nº de IP foi previamente
fornecido) e solicita um nº de IP para si própria. O servidor verifica qual o
nº disponível, informa ao solicitante esse nº e o torna indisponível para
futuras solicitações. Dessa maneira, a administração dos nº de IP é feita
automaticamente e não existem problemas de conflito. Quando a máquina
solicitante sai da rede, o servidor DHCP torna seu nº de IP disponível
novamente.
Portas
Uma
porta pode ser vista como um canal de comunicações para uma máquina. Pacotes
de informações chegando a uma máquina não são apenas endereçadas à
maquina, e sim à máquina numa determinada porta. Você pode imaginar uma porta
como sendo um canal de rádio, com a diferença fundamental de que um computador
pode "ouvir" a todos os 65000 canais possíveis ao mesmo tempo!
Entretanto,
um computador geralmente não está escutando a todas as portas, ele escuta umas
poucas portas específicas. E ele não vai responder a um pedido que chegue numa
porta a qual ele não esteja escutando.
Existem
uma série de portas pré-definidas para certos serviços que são aceitos
universalmente. As principais são :
ServiçoPortaDescrição FTP21File Transfer Protocol (Protocolo de Transferência de Arquivos) Telnet23Para se conectar remotamente a um servidor SMTP25Para enviar um e-mail Gopher70Browser baseado em modo texto HTTP80Protocolo WWW - Netscape, Mosaic POP3110Para receber e-mail NNTP119Newsgroups IRC6667Internet Relay Chat - Bate papo on-line Compuserve4144Compuserve WinCIM AOL5190America Online MSN569Microsoft Network
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